sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Boletim Informativo, 07 de fevereiro de 2016

O Carnaval

por

Rev. Jerônimo Gueiros



Carnaval! Empolgante Carnaval!
Festa vibrante! Festa colossal!

Festa de todos: de plebeus e nobres,
Que iguala, nas paixões, ricos e pobres.
Festa de esquecimento do passado,
De térreo paraíso simulado...

Falsa resposta à voz do coração
De quem não frui de Deus comunhão,
Festa da carne em gozo desbragado,
Festa pagã de um povo batizado,

Festa provinda de nações latinas
Que se afastaram das lições divinas.
Ressurreição das velhas bacanais,
Das torpes lupercais, das saturnais

Reino de Momo, de comédias cheio,
De excessos em canções e revolteio,
De esgares, de licença e hilaridade,
De instintos animais em liberdade!

Festa que encerra o culto sedutor
De Vênus impudica em seu fulgor.
Festa malsã, de Cristo a negação,
Do "Dia do Senhor" profanação.

Carnaval! Estonteante Carnaval!
Desenvoltura quase universal!

Loucura coletiva e transitória,
Deixa do prazer lembrança inglória,
Festa querida, do caminho largo,
De início doce, mas de fim amargo...

Festa de baile e vinho capitoso,
Que morde como ofídio venenoso,
Que tira do homem sério o nobre porte,
E gera o vício, o crime, a dor e a morte.

Carnaval!Vitando Carnaval!
Festa sem Deus! Repúdio da moral!
Festa de intemperança e gasto insano!
Trégua assombrosa do pudor humano,

Que solta a humana besta no seu pasto:
O sensualismo aberto mais nefasto!
Festas que volve às danças do selvagem
E do africano, em fúria, lembra a imagem,

Que confunde licença e liberdade
Nos aconchegos da promiscuidade
Sem lei, sem norma, sem qualquer medida,
Onde a incauta inocência é seduzida,

Onde a mulher, às vezes, perde o siso
E o cavalheiro austero o são juízo;
Onde formosas damas, pela ruas,
Exibem, saltitando, as formas suas,

E no passo convulso e bamboleante,
Em requebros de dança extravagante,
Ouvem, no "frevo" , as chufas e os ditados
Picantes, de homens quase alucinados,

De foliões audazes, perigosos,
Alguns embriagados, furiosos!
Muitos, tirando a máscara, em tais dias,
Revelam, nessas loucas alegrias,

A vida que levaram mascarados
Com a máscara dos homens recatados...
Carnaval! Perigoso Carnaval!
Que grande festa e que tremendo mal!

Brasil gigante, atenção! Atenção!
O Carnaval é festa de pagão!
Repele-o! Que te traz só dor e morte!
Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte.

Rev. Jerônimo Gueiros




Avisos

Retiro Espiritual
Durante o período de carnaval acontece o tradicional acampamento da mocidade. Esse ano nossa igreja está participando do acampamento com a Igreja Presbiteriana da Morada Nova. Nesse domingo o preletor será o Rev. Cleverson. Ore pelos jovens que participam dessa programação.

Projeto Ana
Na próxima terça-feira teremos a reunião de oração do Projeto Ana. É tempo de oração pelas famílias de nossa igreja. Participe conosco!

Diretoria do Conselho Missionário 2016
O Conselho Missionário esteve reunido e promoveu a eleição da sua nova diretoria, ficando assim constituída:
Presidente: Natanael Rodrigues
Secretária: Neisa
Tesoureiro: Carlos Brasileiro
Membros: Gracina, Ana Maria, Kátia Silva, Rev. Cleverson

Estudos Bíblicos em Fevereiro - Apocalipse
Esse mês os estudos estão sob a responsabilidade do Rev. Cleverson. Nas três próximas quintas estudaremos sobre A Volta de Jesus, O arrebatamento e o Juízo Final. Venha estudar conosco!

Grupo de Discipulado
Alguns irmãos têm desejado participar de um novo grupo de discipulado que será dirigido pelo Rev. Cleverson. Se você tem o desejo de participar desse grupo de discipulado, procure o Rev. Cleverson

Ceia do Senhor
Durante o culto noturno participaremos da celebração da Ceia do Senhor. Na Congregação Filadélfia a ceia será ministrada na Escola Dominical pelo Rev. Cleverson Gilvan.


ANIVERSARIANTES

07/02
Janaina dos Santos Reis
Central
3831-2501
08/02
Daniel dos Reis Junior
Central
3831-2501
08/02
Danilo Amorim Santos
Central
9917-0440
09/02
Raquel Rosa Pereira Araújo
Manancial

10/02
Eduarda
Matinha

10/02
Abner Chagas Pereira
Filadélfia
3831-4354
11/02
João Evangelista
Alto da Estação

13/02
Sebastião André da Silva
Filadélfia
3832-7571




T R I N D A D E

DEUS É UM E SÃO TRÊS

Assim diz o SENHOR, Rei de Israel
seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos:
“Eu sou o primeiro e eu sou o último,
e além de mim não há Deus.”

IS 44.6


O Velho Testamento insiste constantemente em que há somente um Deus, o auto revelado Criador, que deve ser adorado e amado com exclusividade (Dt 6.4,5; Is 44.6-45.25). O Novo Testamento confirma-o (Mc 12.29,30; 1Co 8.4;        Ef 4.6; 1Tm 2.5), porém fala de três agentes pessoais, Pai, Filho e Espírito Santo, que operam juntos em forma de equipe para efetivar a salvação (Rm 8; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13,14; 1Pe 1.2). A formulação histórica da Trindade (derivada da palavra latina trinitas) procura circunscrever e salvaguardar este mistério (não explaná-lo, pois ele está além de nossa compreensão), e nos confronta com a mais difícil noção talvez que a mente humana já teve de assimilar. Ela não é fácil; mas é verdadeira.

A doutrina origina-se de fatos que os historiadores do Novo Testamento relatam, e do ensino revelador que, humanamente falando, decorreu desses fatos. Jesus, que orou a seu Pai e ensinou seus discípulos a fazerem o mesmo, convenceu-os de que Ele era pessoalmente divino, e de que a crença em sua divindade e na retitude de dedicar-lhe adoração e oração é básica à fé neotestamentária (Jo 20.28-31; cf. 1.18; At 7.59; Rm 9.5; 10.9-13; 2Co 12.7-9; Fp 2.5,6; Cl 1.15-17; 2.9; Hb 1.1-12; 1Pe 3.15). Jesus prometeu enviar outro Paráclito (Ele mesmo tendo sido o primeiro), e Paráclito significa um ministério pessoal multiforme, como conselheiro, advogado, ajudador, confortador, aliado, sustentador (Jo 14.16,17,26; 15.26,27; 16.7-15). Este outro Paráclito, que veio no Pentecoste para cumprir este ministério prometido, era o Espírito Santo, reconhecido desde o início como uma terceira pessoa divina: mentir a Ele, diz Pedro não muito depois do Pentecoste, é mentir a Deus (At 5.3,4).

Assim, Cristo prescreveu o batismo “em nome (singular: um Deus, um nome) do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” – as três pessoas que são um Deus, a quem os cristãos se submetem (Mt 28.19). Portanto, encontramos as três pessoas no relato do próprio batismo de Jesus: o Pai reconheceu o Filho, e o Espírito mostrou sua presença na vida e no ministério do Filho (Mc 1.9-11). É assim que lemos a benção trinitária de 2 Coríntios 13.14 e a oração por graça e paz do Pai, Espírito e Jesus Cristo, em Apocalipse 1.4,5 (teria João colocado o Espírito entre o Pai e o Filho, se não reconhecesse o Espírito como divino no mesmo sentido em que Eles são?). Estes são alguns dos mais notáveis exemplos da perspectiva e ênfase trinitárias do Novo Testamento. Embora a linguagem técnica do trinitarianismo não seja aí encontrada, a fé e o pensamento trinitários estão presentes por meio de suas páginas, e, neste sentido, a Trindade deve ser reconhecida como doutrina bíblica: uma eterna verdade a respeito de Deus, que, embora não explícita no Velho Testamento, é clara e marcante no Novo.

A afirmação básica desta doutrina é que a unidade de um Deus é complexa. As três “subsistências” pessoais (como são chamadas) são centros co-iguais e co-eternos de autoconsciência, cada qual sendo “Eu” em relação aos dois que são “Vós”, e cada qual participando da plena essência divina (a “substância” da deidade, se assim podemos chamá-la) juntamente com os outros dois. Eles não são três papéis representados por uma pessoa (o que seria modalismo), nem são eles três deuses agrupados (o que seria triteísmo); o Deus (“Ele”) é, igualmente, “Eles”, e “Eles” estão sempre juntos e cooperando com o Pai iniciando, o Filho aquiescendo e o Espírito executando a vontade de ambos, que também é sua. Esta é a verdade acerca de Deus, a qual foi revelada mediante as palavras e obras de Jesus, e que dá suporte à realidade da salvação, à medida que o Novo Testamento a expõe.

A importância prática da doutrina da Trindade é que ela requer que demos igual atenção e igual honra às três pessoas na unidade de seu gracioso ministério para conosco. Esse ministério é o ponto central do evangelho, que, como demonstra a conversa de Jesus com Nicodemos, não pode ser declarado sem incluir seus diferentes papéis no plano da graça de Deus (Jo 3.1-15; notem-se especialmente os vv. 3,5-8, 13-15, bem como os comentários expositivos de João, que a Bíblia NVI traduz como parte da própria conversação, vv. 16-21). Todas as formulações não-trinitárias da mensagem cristã são, pelos padrões bíblicos, inadequadas e, de fato, fundamentalmente falsas, tendendo a deformar a vida cristã.



ESTUDO DIRIGIDO PARA GRUPOS FAMILIARES

Baseado na Mensagem do Rev. Everton César

Texto: 1 Tessalonicenses 5.19-20


Em sua primeira carta aos tessalonicenses, Paulo, neste ponto, está discutindo sobre o retorno do Senhor enfatizando, particularmente, o significado do Grande DIA do Senhor. Já que aquele DIA virá repentinamente, trazendo condenação àqueles espiritualmente insensíveis, o apóstolo exorta aos crentes a se manterem alertas. A boa notícia para os de Tessalônica e, assim consequente, para todos os crentes, é que nosso destino não está na Ira Divina, mas na final Salvação por meio de Cristo Jesus (1Ts 5.1-11)

Sendo assim, e concluindo a seção, ele acentua a responsabilidade de cada membro, no cultivo de relacionamentos saudáveis no seio da igreja, sobretudo, ressaltando nossa dependência, nossa total dependência de Deus e dos meios de graça que nos concedeu para vivermos uma vida que, de fato, lhe agrada.

Que possamos refletir em nossa profunda responsabilidade na constante adoração. Que não subestimemos a importância, o valor, a necessidade da oração e dos ensinos das Sagradas Escrituras, pois, só assim, venceremos o pecado, cresceremos de graça e graça, até, afinal, alcançarmos a estatura de Cristo Jesus, nosso Senhor.


  1. Segundo Efésios 2.1 em conexão com Mateus 3.11b, como, e por meio de quem, realmente começamos uma nova vida?

  1. Tendo entendido a primeira resposta, o que, então, no final das contas, Paulo quis dizer com: “Não apagueis o Espírito” no verso 19 de Gálatas 5?

  1. Infelizmente esta pergunta próxima é quase uma questão clichê, mas vamos a ela, na esperança de que seja nossa prática constante: Por que viver em intima comunhão com Deus é tão necessário? (verso 17)

  1. Considere com muito cuidado: “Não desprezeis as profecias” (v.20). O que Paulo quis dizer aos de Tessalônica? E para nós, hoje, como isto se aplica?


  1. Pensando ainda no ponto anterior: qual a conexão entre aquele verso (v. 20) e as seguintes passagens: Salmo 1.2 e Salmo 119.11?